No pain, no gain – até onde isso vale a pena
16 de dezembro de 2017
Marina Müller (3 artigos)
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No pain, no gain – até onde isso vale a pena

Sem dor, sem ganhos! Para mim, a verdade é que um treino que machuca você não pode fazer parte da sua rotina de saúde.

Todo mundo que treina tem uma história de lesão para contar, não é? Tem gente que até compete nisso! Mas ninguém precisa se acostumar às lesões para continuar treinando.

Existem inúmeras recomendações que podemos seguir para evitar lesões. Aqui vou tentar passar as cinco que acredito serem mais importantes, principalmente para aqueles que estão começando.

Dica 1: Treine com profissionais! Gente! O profissional de educação física estudou (e muito!) para acompanhar você e programar seu treino. Independentemente da modalidade que você escolheu fazer, ter o acompanhamento de um bom profissional garante sua segurança, além de fazer você chegar mais rápido ao resultado que busca com o treinamento, seja ele saúde, performance ou estética. E mais: quando treinamos sozinhos, dispensamos o ponto de vista importante do outro que pode nos corrigir de uma forma mais eficaz evitando muita dor de cabeça.

Dica número 2: Conheça seu corpo! Tenho certeza que você sabe exatamente quando seu corpo está exausto ou quando algo não vai bem. Não ultrapasse seus limites, entenda os vários sinais que seu corpo dá. Eu sei que tem um dizer famoso em inglês, “no pain, no gain”, que ao pé da letra significa “sem dor, sem ganhos”. No meu entendimento essa frase quer dizer que só teremos um resultado almejado se nos esforçarmos para isso, e esforço não quer dizer dor! Se você sente dor durante o treino, seu corpo está lhe dando um sinal claríssimo de que algo está errado! Então PARE!!! Se você continuar, a lesão pode ser ainda mais grave!

Dica número 3: Atenção ao que você está fazendo! Já viu gente que treina vendo televisão? Ou respondendo mensagem no celular? Pois é, não pode não! A atenção ao movimento é muito importante. Quando você executa um movimento (que requer coordenação, equilíbrio ou onde existe uma carga) sem atenção, adivinha quais as chances de se machucar. MUITAS! Nem preciso explicar o porquê, não é? Então “prestenção”! Quando estiver treinando, esqueça o mundo lá fora e foque em você!

Dica número 4: Tenha paciência!!! Ah, a paciência! Coisa mais rara de se encontrar nos dias de hoje. Tudo tem que ser pra ontem. Tudo rápido! Se eu mando uma mensagem e demoram dois minutos para me responder acabou o mundo!!! Verdade ou mentira? Pois é, eu até entendo que vindo desse mundo louco muitos não tenham paciência, mas a verdade é que esse item é o que mais lesiona as pessoas. Não ter paciência nos treinos quer dizer que você busca resultados fora daquilo que seu corpo pode ganhar. Fazendo isso você ultrapassa todos os limites do seu corpo e vai direto para o molho da reabilitação!  Na reabilitação é preciso o triplo de paciência; então não queira ir para lá, meu amigo! Treine com paciência, vá ganhando suas capacidades físicas aos poucos, com saúde! Tenho certeza que seus resultados serão maravilhosos e duradouros!

Dica número 5: Seja regular! Essa dica está bem grudadinha na dica 4, até porque se você tem paciência facilmente terá regularidade. Mas aqui quero falar mais para aqueles que treinam eventualmente. Por exemplo: treinar só para o Carnaval, ou só nos fins de semana; enfim, treinar para eventos específicos. A verdade é que nosso corpo está sempre se adaptando àquilo que o cerca. Se você inicia uma rotina de treinos e ganha capacidades físicas, essas mesmas capacidades físicas vão embora quando você deixa de treinar, e aí voltar se torna um sofrimento só. (Fala aí! Voltar das férias é sempre sofrido, não é não?) A verdade é que se fizermos da nossa atividade física algo regular, conseguiremos manter em algum grau nossas capacidades físicas e assim nos protegeremos das eventuais sobrecargas que passamos na vida. É óbvio que existem muitas lesões que são meramente acidentais e fazem parte da vida de quem pratica qualquer atividade física. Mas treinar com consciência nos ajuda a manter nossa balança mais forte no quesito saúde. E saúde, vocês já sabem, é o nosso bem mais valioso! Abraços e até o próximo textão!

Você pode ter o melhor treinador, mas ninguém vai conhecer o seu corpo tão bem quanto você conhece.

 

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Marina Müller

Marina Müller

Fisioterapeuta formada pela Universidade Estadual de Goiás, CREFITO137987-F. Pratica Crossfit há 5 anos e reside atualmente na Cidade do México. Marina é nossa mais nova colunista Triângulo Esporte