Acessório indispensável – Treeking Poles
24 de abril de 2018
Triângulo Esporte (25 artigos)
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Acessório indispensável – Treeking Poles

Bastões, gravetos ou sticks são alguns dos nomes dados a esse equipamento muito utilizado nas provas de trail running.

Basicamente os trekking poles encontrados no mercado são feitos de alumínio ou fibra de carbono. Seu custo pode variar de 150 a 1.200 reais (valores de referência), e o peso e a rigidez são a razão dessa diferença de preço. Ao comprar um trekking pole o corredor de trail running precisa atentar-se ao tamanho, pois há uma medida exata para cada pessoa, e essa medida é a altura das mãos com relação ao solo com o cotovelo flexionado no ângulo de noventa graus. Há três tipos de bastões quanto ao ajuste:

1 – Trekking pole telescópico, que possibilita ajustar a altura para qualquer pessoa; suas partes se encaixam uma dentro da outra como uma antena para guardar quando não está em uso.

2 – Trekking pole dobrável, que deve ser comprado na altura exata, pois não há como ajustar; porém, ele se dobra em três ou quatro partes para guardar quando não está em uso.

3 – Trekking pole peça única, que deve ser comprado na altura exata e não se divide para guardar quando não está em uso.

No mercado nacional podemos encontrar algumas marcas como Gripon, Black Diamond e Quechua. Já no mercado internacional encontramos Leki, Dynafit e Raidlight, entre outras. Segundo os fabricantes, o trekking pole pode diminuir a sobrecarga sobre os membros inferiores em até 30%, pois tanto para provas curtas com altimetria muito acentuada ou para provas de ultra trail, essa economia é muito interessante e bem-vinda.

Aos poucos os brasileiros vêm descobrindo os benefícios que ele pode trazer em suas performances nas provas de trail running.

Porém, isso não significa que o seu gasto energético geral será menor (o que seria lógico), porque, como utilizamos os membros superiores, para usar esse equipamento o gasto energético não é economizado e sim realocado. Por essa razão realizar treinos específicos é de extrema importância para que as musculaturas envolvidas sejam desenvolvidas para que o atleta possa usufruir ao máximo do equipamento. No início é muito comum sentir dores no músculo trapézio, deltoide e tríceps, mas com o decorrer dos treinamentos esses incômodos tendem a desaparecer. Existem exercícios educativos e informações sobre as técnicas que devem sem aplicadas na prática para que o atleta vivencie e encontre a melhor opção para a sua corrida. Se você não treinar técnica e se acostumar com o equipamento, irá simplesmente carregar um peso extra na mochila, o que não é nada agradável. A UPFITRAIL organiza workshops exclusivos para ensinar os corredores de montanha a utilizarem o trekking nas provas de trail running. O que o atleta precisa lembrar é que o trekking pole é um equipamento mais de propulsão do que de apoio. Fazendo uma analogia, temos que ter em mente os esquiadores utilizando os bastões para se deslocarem para frente, pois é isso que devemos fazer quando caminhamos ou corremos. Se você e um atleta que tem facilidade nas descidas, procure não utilizar os trekking poles, pois eles tendem a nos frear por instinto de segurança. Agora, se você estiver muito fatigado ou lesionado, ele irá fazer com que você realize a descida com segurança, evitando algumas quedas. Um dos principais erros que as pessoas cometem ao iniciar o uso do trekking pole é montar e desmontar o equipamento com frequência durante um treino ou prova simplesmente porque não querem correr segurando algo com as mãos. Esse ato de montar e desmontar faz com que o atleta diminua seu ritmo de corrida. Portanto, aconselhável é se acostumar a correr segurando os bastões com as mãos; ao chegar numa subida ele já está pronto para uso, e quando ela terminar basta continuar correndo sem se preocupar com nada. Fazendo dessa forma você ganhará bons minutos no seu tempo final de prova. Comecei a usar os trekking poles na provas de aventura de longa duração. Porém, ao participar do La Misión Race 160k, de 2009, entendi o quanto esse equipamento pôde me auxiliar durante 53 horas nas intermináveis subidas de Villa la Angostura, na Patagônia argentina. E desde então nunca mais deixei de usá-lo. No UTMB de 2012 e 2015 foram 43 horas de prova sem desmontar o equipamento sequer uma vez. Brinco que nos dias de hoje utilizo o trekking pole até para ir à padaria. Bons treinos!

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