Futebol Mirim – Craque  da família
24 de abril de 2018
Mara Poliana da Silva (7 artigos)
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Futebol Mirim – Craque da família

Dudu vem de uma família de apaixonados por futebol, e aos 9 anos de idade já é um pequeno fenômeno que encanta a todos.

Canhoto apenas para chutar, Carlos Eduardo Teixeira Chadu ou melhor, Dudu, aos 9 anos de idade já é um fenômeno no futebol. E parece que já veio treinando desde a barriga da mãe. Cruzeirense de coração, mal começou a dar os primeiros passos e lá estava ele, correndo atrás da bola. Convidado a jogar na X Copa Rio Branco de Futsal Infantil pelo time do Clube Girassol em Araxá, nos primeiros jogos o garoto já se tornou um forte candidato a artilheiro ao realizar sete gols. É muito gol pra pouco tamanho, gente!

Não é à toa que, juntamente com o irmão Luiz Fernando, em agosto do ano passado se tornou destaque em um campeonato promovido pelo Cruzeiro na cidade. A família toda é amante do esporte. O pai e os três filhos, juntos, formam um lindo quarteto canhoto. Sim! Além de Dudu, o pai, Fernando Carlos (Chadu), e os irmãos Felipe (16) e Luiz Fernando (11) possuem a mesma característica de chutar com o pé esquerdo. E o que era para ser uma desvantagem, tornou-se uma marca positiva para a família, que só coleciona elogios quanto ao esporte. E engana-se quem pensou que a mãe fica fora disso tudo. Kamila é peça fundamental no desenvolvimento da família, é o suporte, a incentivadora e organizadora de torcida nos jogos dos meninos! Já deu para perceber que diversão
é o que não falta nessa família, né! E se falamos em diversão, falamos mesmo é de Dudu, que sabe aproveitar direitinho sua vida de criança. Computador, celular e videogame? Nada disso faz o tipo do garoto. O que realmente faz esses olhinhos brilharem é uma peladinha com os amigos e irmãos. Em casa, o pai construiu um campinho pra f

acilitar ainda mais a vida do garoto. “Raramente eu o vejo no videogame, mas se ele estiver jogando, com certeza é futebol. O uso do computador lá em casa é como numa lan house: todos os meninos possuem seu tempo, mas se estiver na vez do Dudu e ele escutar o bater da bola lá fora, sem pensar duas vezes ele larga o computador e vai jogar”, conta o pai.

Ele tem uma infância quase que “raiz”. Longe da tecnologia, ele prefere as brincadeiras de criança mesmo. E quando chove? Como fica a pelada, Chadu? “Aí é hora de brincar de estrelão, um jogo de futebol de botão”. O próprio pai faz questão que o filho se divirta com jogos “à moda antiga” e faz de tudo para resgatar as brincadeiras de infância do passado. Mas futebol tem toda semana! Na escolinha que frequenta sempre está em uma rotina recheada de atividades. Um bom jogador a gente já entendeu que ele é, mas e nas aulas, como é o Dudu? “Ele até gosta das atividades da escola, mas acho que ele vai só pensando na educação física”, brinca o pai. Mas foi só depois de associar o futebol à escola que o pequeno se desenvolveu nas aulas. “Ele não era muito confortável na escola não, era bem conversador. Mas depois que falamos que só ia jogar bola se saísse bem nos estudos, as coisas melhoraram”, conta Chadu. O futebol veio também para ensinar o Dudu sobre a vida. Nem sempre é fácil perder. Para ele, em algum momento, foi muito difícil aceitar que não dá para ganhar sempre. Nessa idade, é muito comum esse sentimento. Afinal, perder quando se quer tanto ganhar não é tarefa fácil nem para nós, adultos. Chadu conta que hoje o filho está “aprendendo a jogar”, a ganhar e a perder, mas que por um tempo vivenciou fases difíceis no jogo. “Ele é muito ansioso. Há um tempo atrás ele não aceitava perder. Aí começou a roer unha. Em casa mesmo ele não admitia ficar para trás. Mas sempre converso com ele, dizendo que na vida é assim: para ter um ganhador, tem que ter um perdedor. Faz parte”, conta o pai. Os olhos de Chadu não escondem o orgulho ao falar do filho. Na verdade, dos filhos! Ele é um paizão. Daqueles que levam os filhos na pelada com os amigos só para mostrar o quão felizes são, por terem uma família que brilha no esporte. Seu sonho? É ver os filhos como profissionais do futebol, mas acima de tudo, quer a felicidade deles. “Se eu disser que não desejo que eles sejam jogadores profissionais, estarei mentindo. Claro que desejo, qual pai não deseja? Eu mesmo gostaria de ser e até fui um bom atleta. Eu não tive esta oportunidade, mas o que eu puder fazer por eles, farei”, afirma. Com vergonha e sem muito falar comigo, Dudu vai embora.

De meião azul, calção e camiseta de uniforme, ele se despede e deixa a certeza que vai sempre lutar para ganhar o jogo da vida!

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Mara Poliana da Silva

Mara Poliana da Silva

Estudante de Jornalismo no curso de Comunicação Social na Universidade de Uberaba (UNIUBE).