Surge uma jovem promessa – Pequeno campeão
24 de abril de 2018
Triângulo Esporte (25 artigos)
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Surge uma jovem promessa – Pequeno campeão

Poderíamos dizer que é um miniatleta, mas Eric Gregório Ferreira Trindade já é campeão estadual de natação em sua categoria.

Ele chega montado em uma bicicleta, e de longe percebo um sorriso de canto, típico de quem não faz muita ideia do que está fazendo ali. Eric Gregório Ferreira Trindade, 12 anos, aos seis meses de idade já era um peixinho. O pai e treinador, Antônio Gregório Júnior, é o grande incentivador das aventuras do garoto. No ano passado, Eric começou a competir em nível de federação e ganhou o título no Campeonato Mineiro Petiz de Natação de Inverno nos 400 metros livres, e também foi vice-campeão na temporada de Verão, em Ipatinga. Mas antes disso tudo, ele já era campeão da Copinha Estadual de não federados em Conselheiro Lafaiete, e hoje já coleciona mais de 60 medalhas. Ufa! Já deu para perceber que ele não está de brincadeira! Além do “paitrocínio”, o garoto foi adotado pelo Clube do Pica Pau de Araguari que o auxilia em suas competições. Ele é um apaixonado pela prática de esportes. Carrega naqueles olhos castanhos, que engolem tudo à sua volta, a alegria de uma vida cheia de adrenalina. Corre, nada, pedala. E até faz teatro. Mas ele quer ir além, e para isso sabe que precisa se dedicar.

Eu gosto de ir para todo lado de bike e também de correr. Não consigo ficar parado. Se eu ficar parado fico com dor em tudo.

Quarta-feira é dia de colocar os pezinhos no chão e buscar mais condicionamento por meio da corrida, e todos os outros dias se dedica a ser o peixinho aventureiro que nada em direção aos seus pequenos e grandes sonhos. O pai, de boca aberta, não esconde o orgulho de ter um filho cheio de energia que desponta em tudo o que faz. “Sinto um orgulho muito grande. Ver seu filho entre os oito melhores do Estado é gratificante demais. É um investimento muito válido, a gente precisa querer que ele vá adiante”, conta. O treinamento de Eric é natural. Gregório defende que a criança precisa ser treinada em seu nível, sem grandes esforços para evitar problemas futuros, assim também é a alimentação. “O treinamento do Eric é o natural da criança, sem forçar. Quanto à alimentação, ele é disciplinado, come bem. Por enquanto, evitamos qualquer suplemento. É uma alimentação muito natural”, afirma. E na escola, como anda o Eric, hein?! Ele está no 7º ano. É dono de travessuras como toda criança nessa idade, mas o pai garante o bom desempenho. “Ele é um garoto diferenciado da idade. Consegue levar bem as três coisas: natação, que em questão de dias volta à boa forma; escola, onde ele consegue alcançar os 80% de média e também o teatro.” O que Eric pretende ser quando crescer? Ele ainda não sabe, mas com certeza, fala que tem algo a ver com o esporte. E inspiração para isso é o que não falta. Em uma conversa de gente grande, ele revela seus grandes ídolos. Mas engana-se quem, assim como eu, pensou que ele citaria Ricardo Prado, César Cielo ou Thiago Pereira. Eric é um grande admirador de atletas que vivem à sua volta, de diferentes modalidades e que têm muita história de superação para contar. “O Jhonatan Castro é um grande atleta. Gosto também dos atletas de corrida que treinam com meu pai, como a Marília, que erra, mas vai lá e faz tudo de novo. Tem o Bodim também, porque ele tem 59 anos e tem muita persistência. E o Wesley, por causa da sua velocidade e história de superação”, conta.

O treinamento de Eric é normal. Gregório, seu treinador e pai, defende que a criança precisa ser treinada em seu nível, sem forçar.

O pai deseja que o esporte esteja sempre na linha de frente na vida do filho. Afinal, mais que saúde, disposição e alto-astral, o esporte lhe proporciona disciplina e aprendizado para lidar com problemas e obstáculos da vida com muito mais facilidade. O garoto respira endorfina. Não quer perder um segundo do seu tempo longe de tudo aquilo que lhe faz feliz. Quando pergunto sobre o que mais gosta de fazer, ele para um segundo, pensa e me lança uma pergunta: “Você precisa de quantas coisas?”. Eu sorrio. Ele quer fazer tudo. É energético. Mas logo conta: “Eu gosto de ir para todo lado de bike e também de correr. Não consigo ficar parado. Se eu ficar parado fico com dor em tudo”. Tamanho ele não tem, mas conversa como se tivesse. Ele está à frente do seu tempo. Aos domingos, seu programa preferido é assistir aos treinos do Araxá Red Wolfes. Jogar ele ainda não sabe, mas logo ouço: “O Eric foi quem me ensinou a lançar uma bola de futebol americano”, exclama o pai. Percebo cumplicidade entre os dois. Um futuro cheio de possibilidades aguarda a chegada de uma criança que valoriza o ser humano, o esporte e a vida! Agora ele vai embora, bater os bracinhos na água para alcançar seu sonho de um dia ser peixe grande, assim como o pai.

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